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Dr. Matheus Koike

REUMATOLOGISTA | CRM/SP 193783 - RQE 110482

A osteoporose é frequentemente chamada de doença silenciosa porque, na maioria das vezes, não causa sintomas até que ocorra uma fratura. Por isso, muitas pessoas só descobrem o problema após quedas aparentemente leves que resultam em lesões importantes.

Apesar de ser mais associada ao envelhecimento, a osteoporose pode afetar diferentes perfis de pacientes e está diretamente relacionada ao risco de fraturas e perda de independência funcional.

O que é osteoporose?

A osteoporose é uma condição caracterizada pela redução da densidade e da qualidade do osso, tornando-o mais frágil e suscetível a fraturas.

Esse processo ocorre de forma gradual, quando a perda óssea passa a ser maior do que a formação de novo tecido ósseo.

As fraturas mais comuns acontecem em regiões específicas do corpo:

• Coluna vertebral
• Quadril
• Punho

Muitas vezes, elas surgem após traumas mínimos, como quedas da própria altura.

Quão comum é a osteoporose?

A osteoporose representa um importante problema de saúde pública mundial.

Estima-se que uma em cada três mulheres acima dos 50 anos sofrerá fratura osteoporótica, enquanto entre os homens essa proporção é de aproximadamente um em cada cinco nessa mesma faixa etária.

Por que a doença é considerada silenciosa?

A perda óssea não costuma causar dor ou sintomas perceptíveis nas fases iniciais.

Em alguns casos, sinais indiretos podem aparecer, como redução da estatura ao longo dos anos, postura mais curvada e dores nas costas relacionadas a fraturas vertebrais.

Por isso, o rastreamento em grupos de risco é fundamental.

Quem tem maior risco de desenvolver osteoporose?

Alguns fatores aumentam significativamente o risco.

Entre os principais estão:

• Menopausa
• Idade avançada
• Histórico familiar de fraturas
• Baixo peso corporal
• Sedentarismo
• Tabagismo
• Uso prolongado de corticoides
• Doenças reumatológicas inflamatórias

Pacientes com artrite reumatoide, por exemplo, apresentam risco aumentado tanto pela inflamação crônica quanto pelo uso de determinados medicamentos.

Como é feito o diagnóstico?

O principal exame utilizado é a densitometria óssea, que avalia a densidade mineral dos ossos e estima o risco de fratura.

O exame é simples, rápido e indolor, sendo recomendado principalmente para:

• Mulheres após a menopausa
• Homens acima de 70 anos
• Pessoas com fatores de risco relevantes

É possível prevenir fraturas?

Sim. A prevenção é uma das partes mais importantes do tratamento.

As principais medidas incluem prática regular de exercícios com impacto leve e fortalecimento muscular, ingestão adequada de cálcio e vitamina D e exposição solar orientada.

Também é fundamental prevenir quedas e, quando necessário, realizar tratamento medicamentoso.

O acompanhamento médico permite individualizar o risco e definir a melhor estratégia preventiva.

Quando procurar um reumatologista?

A avaliação especializada é indicada quando houver alguns sinais de alerta:

• Diagnóstico de osteopenia ou osteoporose
• Histórico de fratura após trauma leve
• Uso prolongado de corticoide
• Doenças inflamatórias crônicas
• Dúvida sobre necessidade de tratamento

O objetivo é reduzir o risco de fraturas futuras e preservar a autonomia do paciente.

Conclusão

A osteoporose pode evoluir de forma silenciosa por muitos anos, mas suas consequências podem ser significativas.

Identificar fatores de risco e realizar investigação adequada permite iniciar medidas preventivas antes que ocorram fraturas. O diagnóstico precoce é a principal ferramenta para manter saúde óssea e qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

Referência científica

International Osteoporosis Foundation. Epidemiology of osteoporosis and fragility fractures.

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Reumatologista | CRM/SP 193783 - RQE 110482

Médico Reumatologista
CRM/SP 193783 - RQE 110482
Médico Reumatologista em Itaim Bibi – São Paulo, com 8 anos de experiência e mais de 1.000 pacientes atendidos.

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